Sobre
Do agente comunitário de saúde ao cardiologista
Dr. José Rogério da Silva é médico cardiologista, CRM-SP 172.346, RQE 78622. Trabalha na interseção de três coisas que costumam ser tratadas em consultórios separados: o coração, o metabolismo e a emoção.
A tese que organiza o consultório é simples de dizer e difícil de aplicar: pressão alta, ganho de peso, cansaço que não passa e ansiedade raramente são quatro problemas. Costumam ser um só, visto de quatro ângulos.

A trajetória
Ele não começou pela medicina. Começou pela porta da casa das pessoas, e essa ordem explica o consultório de hoje mais do que qualquer título.
O começo
Agente comunitário de saúde
Antes do diploma veio a casa das pessoas. Visita a visita, o trabalho era entender por que a orientação certa não vira hábito quando a vida não ajuda.
A prática
Auxiliar e técnico de enfermagem
Anos de beira de leito, medindo pressão, ouvindo queixa e vendo de perto a distância entre o que o exame mostra e o que a pessoa sente.
A formação
Médico, e depois clínico geral
Residência em Clínica Médica. O consultório geral é onde o mesmo paciente aparece com pressão alta, insônia, cansaço e ganho de peso, e onde fica claro que são um assunto só.
A especialidade
Cardiologista, com cardionutrologia e neurociência
Residência em Cardiologia, formação em Cardionutrologia e pós-graduação em Neurociência e Psicologia. Três frentes para tratar o mesmo eixo: coração, metabolismo e emoção.
Antes do jaleco de médico, Dr. José Rogério da Silva já trabalhava na saúde. Começou como agente comunitário, batendo de porta em porta na periferia, onde aprendeu que a maior parte do adoecimento não começa no consultório. Depois foi auxiliar de enfermagem, técnico, e só então entrou na faculdade de medicina. Atuou como clínico geral antes de concluir a residência em Clínica Médica e se tornar cardiologista.
Essa subida degrau por degrau explica o modo como ele atende hoje. Quem viu o paciente na casa dele, antes de vê-lo na maca, não separa o coração do resto da vida.
Sua atuação fica exatamente no ponto onde coração, peso e saúde mental se encontram, porque na vida real essas três áreas raramente aparecem sozinhas. O que ele investiga é o que chama de ponto de inflexão do paciente: o fator central que sustenta os sintomas, os exames alterados e o sofrimento, um puxando o outro em cadeia. Quando esse ponto é identificado e tratado com precisão, o corpo tende a responder melhor como um todo. Cada caso, porém, exige avaliação médica individual.
A formação acompanha essa leitura. Além da cardiologia, tem pós-graduação em Neurociência e Psicologia e formação em Cardionutrologia. É membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pesquisa a interface entre mente e coração, com publicação científica sobre a associação entre depressão, ansiedade e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, emrevisão sistemática com meta-análise.
Escreveu dois livros e lança agora o terceiro, A dor que os exames não mostram, um convite a olhar além do resultado de laboratório e entender as causas silenciosas por trás do que o paciente sente.
Há também uma trajetória incomum de disciplina: são 86 aprovações em concursos públicos nas três esferas. Na área cultural e acadêmica, é Imortal da ABRASCI, Academia Brasileira de Ciência, Literatura, Artes e Cultura, ocupando a Cadeira nº 60.
Como comunicador, alcança diariamente uma comunidade de mais de 550 mil seguidores. Apresentou o programa Emagreser, na TV Astral, e teve um quadro no Papo em Dia, da TV Brasil, chamado No ritmo das emoções, levando ao público uma medicina prática, humana e aplicável.
Do agente comunitário ao cardiologista, o que não mudou foi a pergunta que ele faz primeiro: o que, nesta vida, está segurando este corpo.
O ponto de inflexão
Em muitos casos existe um fator central que sustenta a cadeia inteira: o exame alterado, o peso que não sai, o sono ruim, o desânimo. Enquanto ele fica de pé, cada sintoma é tratado sozinho e volta.
Encontrar esse ponto é o trabalho da avaliação. Ele muda de pessoa para pessoa, e é por isso que a conduta não sai de um protocolo pronto: sai da história clínica, dos exames e da conversa. Cada caso exige avaliação individual, e há casos em que a conclusão é que não existe indicação para nenhum programa.
O que ele trata hoje
A prática de hoje é o tratamento da obesidade e do risco cardiovascular tratados como o mesmo assunto. Não são duas agendas: a gordura visceral produz inflamação, a inflamação mexe com a pressão e com a glicose, e o coração recebe a conta. Separar as duas coisas é o que faz o paciente emagrecer num consultório e descobrir o problema cardíaco em outro.
Na prática isso significa investigar o que sustenta o ganho de peso antes de falar em conduta: resistência à insulina, sono, tireoide, uso de medicação que engorda, e a parte que quase nenhum exame mostra, que é a relação da pessoa com a comida. Quando há indicação de medicamento, ele entradentro de um acompanhamento, com preservação de massa muscular junto, e não sozinho.
É por isso que o acompanhamento é multiprofissional e por isso que a primeira consulta é longa. O atendimento épor telemedicina em todo o Brasil, e também presencial em São Paulo.
Nenhuma página deste site indica medicamento nem promete resultado. Indicação depende de avaliação individual, e a avaliação pode concluir que não há indicação, o que também é uma resposta.
Formação e registro
- Residência em Clínica Médica, na Santa Casa de São Paulo
- Residência em Cardiologia, no Hospital do Coração (HCor)
- Formação em Cardionutrologia
- Pós-graduação em Neurociência e Psicologia
- Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
Dr. José Rogério da Silva
CRM-SP 172.346 · RQE 78622
- Publicação científica
- Association Between Depression and Anxiety and the Development of Cardiovascular Diseases: A Systematic Review and Meta-AnalysisLifestyle Journal · DOI 10.19141/2237-3756.lifestyle.v13.n00.pe2022
- Livros
- Três livros publicados, um deles best-seller em duas categorias. "A dor que os exames não mostram" dá nome ao método
- Academia
- Imortal da ABRASCI e membro do Conselho de HonraCadeira nº 60, colegiado de ciências médicas
- Televisão
- Apresentou o programa "Emagreser", na TV Astral, e assina o quadro "No ritmo das emoções", no "Papo em Dia", da TV Brasil